A região
Mendoza recebe cerca de 200 milímetros de chuva por ano. O vinhedo existe porque a água de degelo desce da cordilheira por acequias, canais abertos antes dos espanhóis e ampliados por eles. O resultado é um oásis em pleno deserto, com álamos marcando as estradas e o vulcão Tupungato, de 6.570 metros, fechando o horizonte do Valle de Uco.
Cada zona tem seu ritmo. Maipú, a vinte minutos da cidade, guarda as casas mais antigas e os vinhedos mais baixos. Luján de Cuyo, primeira Denominação de Origem Controlada da Argentina, em 1993, é a casa histórica do Malbec, com vinhedos entre 900 e 1.100 metros. O Valle de Uco, uma hora e meia ao sul, sobe até os 1.600 metros em Gualtallary: noites frias, solo com calcário e os tintos mais tensos da região.
Malbec é a uva-assinatura, mas divide os vinhedos com Cabernet Franc, Bonarda, Chardonnay e Semillon de altitude. À mesa, a parrilla comanda: carne, chivito (cabrito) e legumes na brasa, empanadas mendocinas e o costume do almoço que ocupa a tarde inteira.